Bolsonaro corta 60% da verba publicitária do governo à Globo

Presidente cumpre a promessa de diminuir a propaganda oficial na principal emissora da família Marinho

Na edição desta quarta-feira (12), a Folha de S. Paulo traz matéria a respeito do rateio de verbas do governo federal às TVs. De acordo com os jornalistas Fábio Fabrini e Julio Wiziack, o TCU (Tribunal de Contas da União) identificou falta de critério técnico na mudança da divisão das verbas oficiais investidas nas principais emissoras.

No final de 2019, Bolsonaro falou em uma live sobre a verba do governo à Globo: “Acabou essa mamata, não tem dinheiro público para vocês, acabou a teta”

A Globo foi a que mais perdeu. Apesar de ser líder em audiência, com média diária de público maior do que RecordTV e SBT juntos, o canal carioca teve a participação reduzida de 39% para 16%, queda de quase 60% na comparação entre 2018 (sob a gestão de Michel Temer) e 2019 (ano do primeiro mandato de Jair Bolsonaro).

Segundo a matéria da Folha, a Secom alegou que a aferição do Ibope não foi o único critério para redefinir a distribuição da verba. O órgão teria considerado o perfil do público de cada emissora e o custo das inserções.

Desde que assumiu o Ministério das Comunicações, em junho, Fábio Faria, genro de Silvio Santos, tenta melhorar a relação de Bolsonaro com a Globo. Mas a cobertura incisiva do jornalismo do canal em relação ao governo — com críticas diretas ao presidente e a seus filhos parlamentares — dificulta uma possível trégua.

Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

Jornal de Parnamirim

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