Deputados estaduais ignoram importância de Parnamirim no contexto do RN

Esse é o resultado de apuração dos principais assuntos debatidos pelos parlamentares na atual legislatura. A pesquisa feita pelo Portal RN em FOCO e o Jornal de Parnamirim (jornalrnemfoco.com.br e jornaldeparnamirim.com.br) no site da Instituição mostra que Parnamirim é uma das cidades menos mencionadas pelos parlamentares – diferente de outras cidades do RN que possuem deputados com base eleitoral em suas regiões de origem e com representação, como é o caso de Mossoró, Caicó, Monte Alegre, São José do Mipibu e outras cidades do Estado.Mesmo que Parnamirim seja considerada uma cidade estratégia para os políticos que concorrem ao legislativo estadual, no entanto, em termo de atuação parlamentar, proposição de emendas, projetos lei e audiências públicas, a menção a Parnamirim é quase nula. Mesmo por parte de deputados que na ultima eleição foram bem votados na cidade, o desinteresse pelo município tem distanciado a cidade da pauta de discussão no âmbito estadual. Também, a cidade raramente recebe a visita de parlamentares estaduais. “Quando a política passa, os deputados esquecem Parnamirim e só voltam quando é para pedir o voto”, atesta um empresário da cidade.

HISTÓRIA DE PARNAMIRIM NO PALÁCIO JOSÉ AUGUSTO

Segundo o escritor Valério Mesquita, um dos grandes nomes de Parnamirim foi o Deputado Gastão Mariz. “Um artesão da amizade”, um dos grandes da política no Estado, que teve em Parnamirim sua base eleitoral e ajudou a cidade a adotar o nome de Parnamirim em vez de Eduardo Gomes. De lá para cá, outros políticos com base eleitoral na cidade Trampolim da Vitória, sempre souberam defender as causas ligadas Parnamirim e a região metropolitana. Como foi a atuação dos ex- deputados Marciano Junior, Agnelo Alves e Carlos Augusto Maia. Ocorre que, nos últimos pleitos, uma enxurrada de candidatos oriundos de todas as regiões do Estado busca em Parnamirim votos e isso, muitas vezes, atrelado à cooptação de vereadores que ofertam suas bases eleitorais, fragilizando os candidatos ao Legislativo estadual ligado à cidade. Foi assim em 2018, Carlos Augusto não conseguiu se reeleger e outros nomes de Parnamirim tiveram eleição fraca, com isso, a cidade ficou sem representante na AL e padece até hoje de falta de visibilidade política.

VOTO DISTRITAL:  A SAÍDA

Parte desse distanciamento com o eleitorado local é resultado também do sistema proporcional, cada partido lança candidatos para todas as vagas a serem preenchidas. Em votação na Câmara dos Deputados em Brasília se encontra o Voto Distrital Misto, sistema defendido pelo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, TSE – a saída seria uma mudança significativa no atual sistema. Segundo o ministro o eleitor vota no candidato que escolhe, mas o voto, vai para o partido, tendo os mais votados do partido obtido as vagas. “Com o Voto Distrital poderíamos aumentar a legitimidade democrática do sistema, reforçando a relação entre eleitores e representantes”.

Barroso lembra ainda que por muitas circunstâncias do sistema atual, os eleitores, dias após as eleições, sequer lembram o nome do candidato em quem votaram para deputado. Como opção, segundo especialistas, a adoção do sistema eleitoral distrital, poderia melhorar a representatividade, uma vez que metade da Câmara dos deputados eleitores em distrito e a outra metade seria eleita pelo voto partidário. O eleitor, assim, tem dois votos: um direito, em um candidato no distrito (pelo sistema majoritário, em que o mais votado obtém a vota) e o outro em uma lista apresentada pelo partido (sistema proporcional, em que os partidos obtém o número de vagas correspondente a votação). Com o primeiro voto, elegem-se os representares do distrito, os Estados são subdivididos em distrito correspondente ao número de cadeira a serrem preenchidas. Defende.

Jornal de Parnamirim

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